sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Nota de Pesar – Professora Francisca Simone Rocha Araújo




O Sintepp Subsede de Marabá manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da companheira e professora Francisca Simone Rocha Araújo, ocorrido no dia 15 de janeiro de 2026.

Francisca Simone deixa um legado de dedicação à educação, compromisso com a escola pública e respeito à comunidade escolar. Sua trajetória como educadora foi marcada pelo zelo com seus alunos, pela responsabilidade profissional e pela contribuição ao fortalecimento da educação em nosso município.

Neste momento de dor e consternação, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e toda a comunidade educativa, desejando força e serenidade para enfrentar esta perda irreparável.

Que a memória de Francisca Simone permaneça viva em nossas lembranças e na luta cotidiana por uma educação pública digna, humana e transformadora.

Sintepp – Subsede de Marabá

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

PRECATÓRIO DO FUNDEF – INFORME À CATEGORIA

 


 

O SINTEPP, Subsede Marabá informa às filiadas e aos filiados que, no dia 08 de janeiro de 2026, protocolou ofício no Gabinete do Prefeito de Marabá solicitando nova reunião específica para tratar do Acordo do Precatório do FUNDEF.

No dia seguinte, 09 de janeiro, recebemos resposta oficial por meio do Secretário Municipal de Educação, Cristiano Gomes Lopes, informando que o prefeito Toni Cunha sinalizou positivamente para a abertura de tratativas com o Governo Federal, visando a celebração de um acordo.

Essa mudança de posição do governo municipal ocorre diante do atual cenário jurídico desfavorável ao Município. Em 09 de dezembro de 2025, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) julgou os Embargos de Declaração apresentados pela Prefeitura de Marabá, mantendo a derrota judicial do Município. Esse resultado fragilizou ainda mais a tese da Prefeitura e reduziu significativamente as possibilidades de êxito na via exclusivamente judicial. Diante disso, a insistência em manter o processo apenas nos tribunais como vinha ocorrendo tanto na gestão do atual prefeito quanto na do ex-prefeito Sebastião Miranda, passou a representar um caminho cada vez mais distante de uma solução concreta para a categoria.

Esse novo posicionamento também foi influenciado pela reunião realizada no dia 18 de dezembro de 2025 entre o SINTEPP, o prefeito Toni Cunha, o Secretário Municipal de Educação Cristiano Gomes Lopes e a coordenação do sindicato, com a presença do advogado do SINTEPP, Dr. Ulisses Viana Maia. Nessa ocasião, o sindicato apresentou de forma direta aquilo que a categoria sente há anos: a espera prolongada, a insegurança e o desgaste provocados pela demora na resolução do precatório. O SINTEPP defendeu, naquele momento, que, diante do quadro jurídico atual, o acordo com a União representa o caminho mais viável e célere para superar o impasse.

Na tarde da sexta-feira, 09 de janeiro, o SINTEPP Marabá participou de uma plenária convocada pela Comissão do Precatório, com a presença de professores que participaram das atividades de luta, do vereador Marcelo Alves (PT), do Procurador-Geral do Município, Dr. Luiz Flávio, da Coordenadora-Geral do SINTEPP Marabá, Tatiana Alves, e da Coordenadora Regional do SINTEPP, Joyce Rebelo. Na ocasião, foram apresentados informes importantes sobre os encaminhamentos mais recentes do processo.

 

Principais informações apresentadas pelo PROGEM

 

1. Sinalização formal de acordo com a União

 O Procurador-Geral do Município, Dr. Luiz Flávio, informou que, após a reunião do dia 18/12, o Prefeito se reuniu com a Procuradoria e manifestou formalmente sua disposição de buscar um acordo com a União. O Prefeito Toni Cunha já autorizou o envio de documento à Advocacia-Geral da União (AGU) solicitando as condições e os procedimentos necessários para a formalização desse acordo.

 

2. Recurso junto ao Supremo Tribunal Federal

 O Procurador-Geral informou ainda que a Procuradoria do Município está providenciando documentação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para negociar a manutenção das parcelas já depositadas (1ª e 2ª parcelas) em conta específica do Município, garantindo maior segurança jurídica enquanto o processo de negociação com a União avança.

 

3. Quem pode representar o Município e assinar eventual acordo

 O Dr. Luiz Flávio reafirmou um ponto que o SINTEPP vem destacando há muito tempo: somente o Prefeito Municipal pode representar oficialmente o Município de Marabá e assinar qualquer termo de acordo relacionado ao precatório do FUNDEF. Isso é essencial para evitar ruídos, especulações e desinformação. Negociações podem existir, estudos podem ser feitos, mas a decisão final e a assinatura do acordo dependem exclusivamente do Prefeito.

 

4. Consulta à categoria por meio do SINTEPP

 Também foi informado que o Prefeito sinalizou que a categoria será consultada por meio do SINTEPP sobre os termos do eventual acordo, garantindo que os trabalhadores e trabalhadoras da educação tenham acesso ao conteúdo da proposta, compreendam o cenário e acompanhem o processo com transparência.

 

5. Assembleia da categoria

 O SINTEPP reafirma que, tão logo haja comunicação oficial por parte do Prefeito sobre os termos e a proposta concreta de acordo, o sindicato convocará uma assembleia para apresentar as informações, esclarecer dúvidas e discutir coletivamente os encaminhamentos com a categoria.

Esses passos reforçam que a mobilização, a pressão e a organização dos trabalhadores e trabalhadoras da educação seguem sendo fundamentais para que o governo avance em direção a uma solução real para esse impasse histórico.

 

 

MENSAGEM DO SINTEPP À CATEGORIA

 

O SINTEPP seguirá acompanhando cada etapa desse processo, cobrando transparência, legalidade e respeito aos direitos da categoria. Nenhuma decisão pode ser tomada sem que os trabalhadores e trabalhadoras da educação estejam devidamente informados e participem do debate.

Ao longo de todo o processo, o sindicato manteve a base informada, levou o assunto às assembleias, dialogou com os profissionais nas escolas sempre que a categoria buscou esclarecimentos, produziu conteúdos explicativos — como o podcast jurídico de 2025, disponível no YouTube — e divulgou informes por meio do Blog do SINTEPP e das redes sociais. Nosso compromisso sempre foi garantir que a categoria não fosse surpreendida e pudesse decidir com consciência sobre um direito que lhe pertence.

Seguiremos firmes, organizados e vigilantes, porque o precatório do FUNDEF é um direito dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, e somente a luta garante que ele seja efetivamente respeitado.

 

Marabá (PA), 12 de janeiro de 2026

Coordenação do SINTEPP – Subsede Marabá

 

 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

INFORMATIVO SINTEPP MARABÁ Reunião com o Prefeito na SEMED – 18/12/2025

 



 

O SINTEPP Subsede Marabá informa às filiadas e filiados que, na tarde desta quinta-feira (18/12/2025), foi realizada uma reunião na sede da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), logo após a cerimônia de premiação dos Jogos da Semana da Castanha.

Participaram da conversa o Prefeito Toni Cunha, o Secretário Municipal de Educação Cristiano Gomes Lopes, a coordenadora do SINTEPP Tatiana Alves e o assessor jurídico do sindicato, Dr. Ulisses Silva.

A pauta se concentrou em dois temas principais, o precatório do FUNDEF e a progressão das professoras aposentadas. Também houve um questionamento sobre a possibilidade de concessão de abono. Ao final, o Prefeito comentou a postura do SINTEPP nos últimos informativos.

 1) Precatório do FUNDEF: o que foi dito na reunião

O Prefeito Toni Cunha disse que acompanha o tema desde que assumiu o mandato e que tem buscado uma forma de resolver o impasse do chamado precatório do FUNDEF (valores que o Município de Marabá tem a receber e que impactam diretamente a categoria, especialmente pelo debate sobre a parcela destinada aos professores).

Segundo o Prefeito, após a última decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), ele determinou que a PROGEM (Procuradoria-Geral do Município), por meio do Procurador-Geral Dr. Luiz Flávio, faça um estudo completo para definir qual será a estratégia processual do Município daqui para frente.

Ele explicou que esse estudo envolve avaliar cenários, recursos processuais, riscos do processo, tempo de tramitação e consequências práticas de cada caminho possível. E informou que, por conta do recesso do Judiciário e da suspensão de prazos, o Município tem prazo até o início de março de 2026 para fechar essa definição e adotar a medida que considerar mais segura e juridicamente viável.

O Prefeito fez questão de afirmar que, assim que o valor for creditado nas contas do Município, os direitos dos professores serão respeitados, destacando especialmente o percentual de 60% (sessenta por cento) destinado à categoria, que é um ponto central para todos nós.

Sobre a possibilidade de um acordo com a União, Toni Cunha disse que, na visão pessoal dele, o acordo pode significar abrir mão de uma parte grande do valor, o que afetaria tanto investimentos na educação quanto o montante final relacionado aos professores.

Ao mesmo tempo, ele reconheceu um ponto importante: como Prefeito, precisa avaliar os riscos de uma disputa judicial longa, que pode se arrastar por anos, enquanto um acordo, em tese, poderia permitir que o dinheiro chegue de forma mais rápida. Ou seja: ele apontou as considerações pessoais, mas disse que a decisão precisa considerar também a realidade do processo, o risco de demora e, principalmente, o interesse público da população e dos professores.

Por fim, afirmou que pretende vai manter o SINTEPP informado e que, quando a estratégia estiver definida com base na análise técnica da PROGEM, pretende comunicar e até consultar a categoria por meio do sindicato, reconhecendo o SINTEPP como a entidade que representa a categoria no Município de Marabá.

 

2) Progressão das professoras aposentadas: sensibilidade e cuidados

Sobre o tema das progressões das professoras aposentadas, o Prefeito disse que pediu à PROGEM que estude alternativas e soluções possíveis.

Ele explicou que esse assunto exige muito cuidado, porque qualquer medida na administração pública precisa ser juridicamente segura e financeiramente responsável. Segundo ele, um eventual acordo ou encaminhamento, se não for construído com todas as precauções, pode ser questionado por órgãos de controle, o que em vez de resolver, pode gerar ainda mais problemas para o Município e para as próprias professoras aposentadas.

O Prefeito disse, de forma direta, que “se dependesse só dele” o problema seria resolvido imediatamente, mas reforçou que, por se tratar de administração pública, é preciso avaliar o impacto financeiro, a prestação de contas, o entendimento dos tribunais e as orientações do Tribunal de Contas e de outros órgãos de fiscalização.

Neste ponto, a coordenadora Tatiana Alves informou ao Prefeito que a assessoria jurídica do SINTEPP está pesquisando e estudando caminhos possíveis, como forma de contribuir com propostas viáveis e fortalecer a construção de uma solução justa, efetiva e legal, pois o que está acontecendo com essas professoras já se arrasta há muito tempo e elas contribuíram significativamente para a educação do Município de Marabá.

 

3) Abono: posicionamento do Executivo diante de questionamento do SINTEPP

Durante a conversa, a coordenadora Tatiana Alves levantou, de forma bem objetiva, a dúvida sobre abono, porque essa é uma pergunta que chega o tempo todo ao Sindicato – principalmente vinda do pessoal de apoio das escolas, que procura o SINTEPP em busca de informação e de encaminhamento.

Para os professores, o Prefeito disse que, após conversar com o Secretário Municipal de Educação, Cristiano Gomes Lopes, a gestão optou por conceder o reajuste de 0,77% aos professores, que foi aplicado para complementar o índice do piso nacional do magistério de 2025 (6,27%). Segundo ele, a avaliação foi de que o reajuste seria mais vantajoso por ter efeito permanente no salário, com reflexos em férias e 13º salário, enquanto o abono é um pagamento pontual. Também foi informado que esse reajuste foi exclusivo para o cargo de professor, não alcançando o pessoal de apoio.

Já com relação ao pessoal de apoio, o Prefeito pontuou que já tinha solicitado um estudo sobre este caso, porém depois do pagamento da segunda parcela do 13º, das férias e da folha salarial, os recursos disponíveis teriam ficado no limite, o que inviabilizou qualquer pagamento extra.

Diante dessas falas, o SINTEPP ponderou que ainda existem recursos próprios do Município e que também há valores de complementação do FUNDEB referentes ao exercício de 2025, que tendem a entrar nas contas do Município em janeiro de 2026. Por isso, o Sindicato destacou que é possível, sim, manter o debate sobre abono ou rateio, desde que ao final haja sobra de recursos e seja respeitada a legalidade.

Diante dessa colocação, o Prefeito afirmou que vai reanalisar o cenário financeiro e sinalizou que, havendo sobra, a prioridade dele seria um rateio voltado ao pessoal de apoio, considerando que os professores já tiveram o reajuste do piso e o pagamento do retroativo. Ainda assim, ele não descartou que um eventual rateio possa alcançar todos os trabalhadores da educação, caso existam condições legais e financeiras para isso.

Ao final, o SINTEPP reafirmou que seguirá acompanhando a execução orçamentária, cobrando transparência e participando do debate, defendendo que, havendo recursos, a valorização chegue a todos e todas que fazem a educação acontecer no dia a dia.

O que a categoria precisa compreender é que a concessão de abono é uma decisão política e exclusiva do Poder Executivo, ainda mais se ao fechar as contas do exercício financeiro for observado que o Município cumpriu os percentuais mínimos de aplicação dos recursos destinados à educação.

 

4) Postura do SINTEPP: transparência e responsabilidade

No encerramento, o Prefeito disse que tomou conhecimento dos últimos informativos divulgados pelo SINTEPP, especialmente sobre o precatório do FUNDEF, e avaliou que o sindicato tem agido de forma equilibrada e transparente, sem prometer coisas que não pode cumprir, demonstrando uma postura sensata de quem realmente representa a categoria. A prova disso era de que a reunião estava acontecendo nos corredores da Semed e aos olhos de diversas pessoas.

Ele também reforçou, sobre o precatório do Fundef, que é um caso complexo, que não existe acordo formalizado neste momento, que qualquer acordo depende de decisão do Executivo, e que mesmo que o dinheiro entrasse hoje nas contas do Município ainda haveria etapas e procedimentos até que os valores fossem efetivamente pagos a quem tem direito.

 

MENSAGEM FINAL DO SINTEPP À CATEGORIA

O SINTEPP reafirma que seguirá acompanhando cada passo, cobrando respostas concretas e mantendo a categoria informada com clareza e responsabilidade, sem promessas fáceis, mas com firmeza na defesa dos direitos das professoras, dos professores e todos as servidoras e servidores da educação.

 

Marabá/PA, 19 de dezembro de 2025.

 

 

A Coordenação

SINTEPP Marabá